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Região de Valência aprova por lei o que os municípios não conseguiram impor

A coligação PP–Vox de Valência inscreveu uma proibição da ocultação do rosto na lei regional em julho de 2026, abrangendo hospitais, transportes, escolas e edifícios públicos, depois de anos de proibições municipais que os tribunais consideraram inaplicáveis por falta de base legal.

Espanha não tem uma proibição nacional do véu que oculta o rosto. O que tem tido, há mais de uma década, é um mosaico de proibições municipais de validade legal duvidosa. O governo regional de Valência tentou agora resolver isso, inscrevendo a restrição na lei acima do nível municipal.

O que foi aprovado

Em 27 de julho de 2026, o parlamento regional valenciano (Corts Valencianes) aprovou emendas — anexadas à lei de acompanhamento do orçamento da região — exigindo que o rosto permaneça "substancialmente descoberto" em estabelecimentos públicos, centros de saúde, transportes públicos, escolas e espaços de recreio, e para funcionários públicos. A polícia local recebeu poder de fiscalização, sendo as infrações tratadas como contraordenações graves.

A coligação PP–Vox, com 53 dos 99 lugares, aprovou as medidas. O Vox tinha condicionado o seu apoio ao orçamento regional de 2026 à sua inclusão.

A importância do nível regional face ao municipal

Municípios espanhóis — Lleida já em 2010, e Sevilha, ainda em março de 2026 — têm aprovado repetidamente moções locais que restringem a burca e o niqab em edifícios municipais. O Supremo Tribunal espanhol já considerou tais proibições locais inaplicáveis por falta de base legal: um município não pode restringir um direito fundamental sem uma lei que o habilite a fazê-lo.

A medida de Valência é diferente em natureza, não apenas em grau. Ao legislar ao nível regional, dá à polícia uma base legal efetiva para fiscalizar, o que faltava às moções municipais.

Medidas complementares do pacote legislativo

O mesmo pacote de emendas excluiu pessoas em situação migratória irregular dos benefícios sociais estruturais, exceto em emergências vitais, e introduziu um requisito de "prioridade nacional", anos de residência registada, para acesso à habitação pública. A medida sobre a ocultação do rosto não foi aprovada isoladamente; foi uma parte de um pacote mais amplo, o que vale a pena saber ao ler a cobertura política sobre o assunto.


Fontes. Moncloa · esdiario

Publicado 26 de julho de 2026 · Redação da Adjung PressReferências Moncloa · esdiario