O que as primeiras mulheres muçulmanas faziam
Relatos mostram mulheres das primeiras gerações a cobrir o rosto, incluindo em idade avançada e durante o iḥrām. Mas as esposas do Profeta estavam sob uma obrigação específica a elas, que não é aqui estendida a todas as outras.
ʿAbīdah al-Salmānī demonstra o versículo
Dois relatos em al-Ṭabarī, ambos classificados sólidos, descrevem ʿAbīdah al-Salmānī a mostrar como o jilbāb era usado: cobrindo o rosto e o nariz, cobrindo o olho esquerdo, deixando o olho direito visível, puxando o pano para baixo até perto da sobrancelha.
Um detalhe que vale a pena preservar, facilmente perdido num resumo: ele usou um ridāʾ para demonstrar, não um jilbāb efetivo.
O que o relato prova é tratado com cuidado: reforça a possibilidade de que a interpretação deriva de uma decisão de um Companheiro ou de ijtihād baseado na prática dos Companheiros, não que esteja estabelecido como vindo de um Companheiro.
Ḥafṣah bt. Sīrīn em idade avançada
O relato de ʿĀṣim al-Aḥwal, classificado sólido, mostra-a a velar o rosto com o seu jilbāb já em idade avançada. Recordada da concessão concedida a mulheres idosas em al-Nūr 24:60, pediu o restante do versículo, que a contenção é melhor para elas.
Ela usava um jilbāb assim, velando o rosto com ele. Quando lhe recordaram a concessão para mulheres mais velhas em al-Nūr 24:60, pediu que se lesse o resto do versículo — que manter o pudor e não o retirar é melhor para elas.
O ponto não é que ela fosse obrigada a fazê-lo. É que escolheu o caminho mais estrito quando o mais fácil lhe estava aberto.
Durante o iḥrām
Fāṭimah bt. al-Mundhir relata: "cobríamos os nossos rostos enquanto estávamos em iḥrām."
A cadeia vale a pena expor, já que não é aceite ao pé da letra. A versão que remonta o relato até Asmāʾ bt. Abī Bakr é avaliada como maʿlūl — defeituosa. Ibrāhīm b. Ḥumayd e ʿAlī b. Mushir são narradores cufanos, e a transmissão de Hishām b. ʿUrwah da sua terceira visita ao Iraque é mais fraca do que o seu material anterior: Ibnu Ḥajar regista-o como thiqah por acordo, mas com a memória alterada em idade avançada.
A transmissão de Mālik, recolhida em Medina, é por isso preferida, e para em Fāṭimah, sem chegar a Asmāʾ.
Assim, o relato mantém-se como a prática de uma mulher dessa geração, não como algo estabelecido a partir de um Companheiro.
Mas não com um niqab. Peças moldadas para o rosto, o niqab e o burquʿ entre elas, são proibidas no iḥrām. O rosto era coberto por outros meios. Escrever que elas "usavam niqab durante o iḥrām" afirmaria o oposto da decisão sobre este ponto.
As esposas do Profeta — uma distinção que não deve ser achatada
Este é o ponto mais suscetível de se perder num resumo, pelo que é afirmado claramente.
A obrigação sobre as Mães dos Crentes de cobrir o rosto era específica a elas. O Qāḍī ʿIyāḍ relata isto sem disputa.
Não se argumenta que esta obrigação se transfere automaticamente para todas as mulheres. A conclusão para todas as outras é deliberadamente mais fraca: que cobrir o rosto é no mínimo uma boa prática, e pelo menos encorajada.
Um argumento da forma "as esposas do Profeta cobriam o rosto, logo todas as mulheres devem" não é feito aqui, e representaria mal a distinção acima.